⚠️ Rascunho. Texto redigido a partir de fontes públicas (ISA/Povos Indígenas no Brasil, Wikipédia, literatura linguística) e ainda não revisado pela comunidade Makurap. Sujeito a correção segundo os princípios de Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI).
A narrativa de origem mais bem documentada dos Makurap conta que dois irmãos primordiais surgiram de uma pedra: Nambu, o irmão mais velho, criador silencioso cujas palavras fazem as coisas acontecerem, e Beüd (também Waimempid, "filho da pedra", de wai = pedra), que, por ter nascido da pedra, não morre. Com eles está a irmã Antoinká.
Nambu soprou fumaça de tabaco misturada com angico macerado sobre o chão limpo, abrindo um buraco de onde emergiram os povos, cada um carregando seu animal-clã: primeiro os Makurap, depois Ajuru, Tupari, Jabuti, Aruá, Arikapú e Kampé; por fim emergiu o homem branco, "já atirando".
A diversidade de línguas teria surgido quando Beüd, desobediente, ensinou muitas línguas em vez de apenas o Makurap. Em algumas versões a narrativa recebe uma leitura sincrética cristã.
Esta versão está registrada na dissertação de Jaqueline Brandão da Silva (2003) e em coletâneas de mitos organizadas por Betty Mindlin. Os outros relatos preservados em vídeo nesta plataforma — como as histórias da castanheira e do tucum, da Payawi e da Kaxuléu — são registros orais da comunidade, ainda não publicados na literatura.