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A partir do século XVIII, as disputas de fronteira entre Portugal e Espanha intensificaram a navegação no Guaporé com uso de mão de obra indígena. A ocupação mais devastadora, porém, veio com a economia da borracha, por volta de 1910–1920: os seringais Pernambuco e São Luís absorveram o trabalho dos Makurap.
Em 1934, o etnólogo Emil Heinrich Snethlage documentou trabalho forçado, violência e o avanço da cachaça sobre a chicha. Por volta de 1955, uma epidemia de sarampo matou "mais de 400 índios de vários grupos" concentrados no seringal São Luís (número multiétnico, registrado por Franz Caspar). O SPI havia transferido cerca de metade da população para uma colônia de trabalho perto de Guajará-Mirim, e relações de escravidão por dívida persistiram até os anos 1980.
Foi também nesse contexto de contato intenso que a língua Makurap se difundiu como língua franca entre os povos do Guaporé.