História do Contato

A ocupação seringalista do território Makurap a partir de 1910, com trabalho forçado, epidemias e deslocamentos.

⚠️ Rascunho. Texto redigido a partir de fontes públicas (ISA/Povos Indígenas no Brasil, Wikipédia, literatura linguística) e ainda não revisado pela comunidade Makurap. Sujeito a correção segundo os princípios de Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI).

A partir do século XVIII, as disputas de fronteira entre Portugal e Espanha intensificaram a navegação no Guaporé com uso de mão de obra indígena. A ocupação mais devastadora, porém, veio com a economia da borracha, por volta de 1910–1920: os seringais Pernambuco e São Luís absorveram o trabalho dos Makurap.

Em 1934, o etnólogo Emil Heinrich Snethlage documentou trabalho forçado, violência e o avanço da cachaça sobre a chicha. Por volta de 1955, uma epidemia de sarampo matou "mais de 400 índios de vários grupos" concentrados no seringal São Luís (número multiétnico, registrado por Franz Caspar). O SPI havia transferido cerca de metade da população para uma colônia de trabalho perto de Guajará-Mirim, e relações de escravidão por dívida persistiram até os anos 1980.

Foi também nesse contexto de contato intenso que a língua Makurap se difundiu como língua franca entre os povos do Guaporé.

Referências

  1. {Instituto Socioambiental} (2024). *Povo: Makurap --- Povos Ind\'igenas no Brasil*.
  2. Caspar, Franz (1953). *Tupari: entre os \'indios, nas florestas brasileiras*. Melhoramentos, S\~ao Paulo.

Ver também

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