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A língua Makurap pertence ao tronco Tupí (Tupian), ramo Tuparí, sendo aparentada com o Tupari, o Wayoró (Ajuru), o Sakurabiat/Mekens e o Akuntsú. Seus códigos são ISO 639-3 mpu e Glottolog maku1278.
A vitalidade é crítica: a contagem de referência registra cerca de 45 falantes (anos 1990), e o Glottolog classifica a língua como moribunda — o português é a língua cotidiana dos mais jovens. As chichadas e os projetos de revitalização são hoje os principais contextos de uso.
Do ponto de vista fonológico, a língua apresenta nasalização fonêmica (contraste entre vogais orais e nasais) e uma distinção de quantidade vocálica (vogal breve vs. longa) que vem se perdendo entre os falantes mais novos. As oclusivas surdas /p t k/ sonorizam-se diante de consoante sonora.
A documentação descritiva deve-se sobretudo a Alzerinda de Oliveira Braga (fonologia, 1992; morfossintaxe, tese de doutorado, Toulouse, 2005). Ana Vilacy Galucio e Denny Moore (Museu Goeldi) contribuíram com estudos comparativos do ramo Tuparí e com a reconstrução do Proto-Tuparí. (Observação: a tese de doutorado de Galucio, de 2001, descreve o Mekens, língua irmã, e não o Makurap.)