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O complexo cultural do marico é um conceito proposto pela antropóloga Denise Maldi (Meireles) em 1991 para descrever o conjunto de traços compartilhados por vários povos do sul de Rondônia — Makurap, Tupari, Aruá, Arikapú, Djeoromitxí (Jabuti) e Sakurabiat — apesar de pertencerem a famílias linguísticas distintas.
Entre os traços que definem o complexo estão:
- a bolsa-rede de fibra de tucum (o marico), de onde vem o nome;
- grandes malocas comunais em forma de colmeia, com poste central;
- a chicha coada e fermentada como bebida central das festas (ver chicha);
- o xamanismo com rapé de angico/paricá (ver xamanismo);
- clãs com nomes de animais (ver clas);
- o milho — e não a mandioca brava/farinha — como base alimentar.
O conceito ajuda a entender por que esses povos, embora falem línguas diferentes, partilham um modo de vida tão semelhante e mantêm intensas relações de troca.