O Povo Makurap

Povo indígena de língua Tupí (ramo Tuparí) do sul de Rondônia, com cerca de 579 pessoas, conhecido pela cultura do marico e pelas festas de chicha.

⚠️ Rascunho. Texto redigido a partir de fontes públicas (ISA/Povos Indígenas no Brasil, Wikipédia, literatura linguística) e ainda não revisado pela comunidade Makurap. Sujeito a correção segundo os princípios de Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI).

Os Makurap (também grafados Macurap, Makuráp) são um povo indígena que habita o sul do estado de Rondônia, na região do alto rio Colorado, das cabeceiras do rio Branco e da margem direita do médio Guaporé. Distribuem-se sobretudo pelas Terras Indígenas Rio Guaporé, Rio Branco e Rio Mequéns. A população registrada é de aproximadamente 579 pessoas (Siasi/Sesai, 2014).

O nome "Makurap" funciona tanto como etnônimo quanto como nome da língua. Seu significado é desconhecido: segundo a linguista Alzerinda Braga, trata-se provavelmente de um nome atribuído por um grupo vizinho — ou seja, de um exônimo, e não de uma autodenominação.

A história recente do povo foi marcada pela ocupação seringalista a partir de cerca de 1910–1920, com trabalho forçado, epidemias e deslocamentos (ver contato). Apesar disso, a língua Makurap chegou a se tornar uma língua franca regional entre os povos do Guaporé. Hoje os Makurap vivem em territórios multiétnicos, ao lado de povos como os Tupari, Wajuru, Aruá, Djeoromitxí (Jabuti), Arikapú e Sakurabiat, com quem mantêm relações de troca por meio das festas de chicha e de casamentos.

A economia baseia-se na agricultura de coivara (milho, mandioca, amendoim), na pesca, na caça, na coleta da castanha-do-Brasil e no extrativismo. A vida social organiza-se em clãs patrilineares com animais epônimos.

Referências

  1. {Instituto Socioambiental} (2024). *Povo: Makurap --- Povos Ind\'igenas no Brasil*.
  2. Caspar, Franz (1953). *Tupari: entre os \'indios, nas florestas brasileiras*. Melhoramentos, S\~ao Paulo.
  3. Maldi (Meireles), Denise (1991). *O complexo cultural do marico: sociedades ind\'igenas dos rios Branco, Colorado e Guapor\'e*. Boletim do Museu Paraense Em\'ilio Goeldi, S\'erie Antropologia, 7: 209--269.

Ver também

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