O alfabeto Makurap apresentado no material bilíngue BILingo, com uma palavra-exemplo para cada letra e dígrafo.
Enciclopédia Makurap
Enciclopédia dedicada à preservação e documentação dos saberes culturais, linguísticos e etnográficos do povo Makurap.
14 verbetes
Bebida fermentada de milho que está no centro das festas de reciprocidade entre os Makurap e seus vizinhos.
Os Makurap organizam-se em clãs patrilineares e exogâmicos com animais e objetos epônimos, e seguem um sistema de parentesco do tipo sudanês.
Narrativa Makurap da criação: dois irmãos primordiais, Nambu e Beüd, surgem da pedra e os povos emergem da terra, cada um com seu animal-clã.
Conjunto de traços culturais partilhados pelos povos indígenas dos rios Branco, Colorado e Guaporé, definido por Denise Maldi (1991).
A ocupação seringalista do território Makurap a partir de 1910, com trabalho forçado, epidemias e deslocamentos.
Língua Tupí do ramo Tuparí (ISO 639-3 mpu), severamente ameaçada, com nasalização fonêmica e distinção de quantidade vocálica.
Povo indígena de língua Tupí (ramo Tuparí) do sul de Rondônia, com cerca de 579 pessoas, conhecido pela cultura do marico e pelas festas de chicha.
Grande casa comunal redonda, com poste central, que abrigava famílias patrilocais.
O marico é a bolsa de carregar tecida em fibra de tucum, trabalho das mulheres e artefato que dá nome ao complexo cultural da região do Guaporé.
Uso do urucum (vermelho) e do genipapo (preto) na pintura do corpo; os desenhos especificamente Makurap ainda são pouco documentados.
Iniciativas recentes de fortalecimento da língua, incluindo o documentário 'Ki Mõyen – Nossa Língua Makurap' (2025–2026).
Os Makurap vivem em três Terras Indígenas no sul de Rondônia: Rio Guaporé, Rio Branco e Rio Mequéns.
Prática xamânica baseada em um rapé de semente de angico e tabaco, soprado nas narinas por meio de um tubo de bambu.